O que há de novo? Dum Brothers é o que toca!

Posted by João Carlos Martins | Posted in , | Posted on 21:42

0

Por João C. Martins

Sempre tive uma vontade tremenda de conhecer bandas novas e nunca me importei com o gênero, apesar de eu ser um rockeiro em larga escala e, possivelmente, incurável. Devo muito disso a minha esposa, que, desde quando éramos somente amigos, já me apresentara uns Indies do momento, até aqueles que a galera idolatra hoje e na época não passavam de um expoente do underground. Chapas como Carlão, Kaléu, Evandro, Rodrigão (meu padrinho de casamento), Jansen, Roberto, Silas Join, Luis Fabiano e outros que não me lembro agora, me trouxeram uma gama infinita de estilos, dos mais variados. Desde os Dethão extremo aos Djent mais bagunçados, dos clássicos brasileiros aos Hardcores californianos, dos Black Metal finlandês às jazzeras contemporâneas, do Oi! ao punk anarquista, enfim, sem dúvida alguma uma tremenda prevaricação musical. Isso sem falar do meu guru instrumental, Endell, que me ensinou muito mais que um bando de acordes, mas sim desde contar 1, 2, 3, 4 até horas de bate-papo, só pra conhecermos um som novo. É muita gente boa envolvida e com isso muita música boa.

Tendo em vista essa minha aptidão por ir atrás ou me concederem, que seja, o novo, sempre procuro conhecer umas bandas que estão surgindo por aí. Tem muita coisa que me faz entortar o bico? Claro que tem, mas da mesma forma tem muita coisa boa mandando ver. Recentemente, o Luisão, do estúdio Antônio's, aqui da Penha – muito bom por sinal – postou o EP, que colaborou nas gravações, de uma banda chamada Dum Brothers. Achei a foto dos caras no Facebook legal, à lá Death From Above 1979, e fui ouvir. 




Power duo formado por Bruno Agnoletti (bateria) e Raul Zanardo (voz e guitarra)

Aqui cabe um adendo: Parabéns às bandas que logo lançam seus sons no Spotify, pois têm de tudo pra crescer. Ninguém mais perde tempo baixando música. Comprar CD/LP aí vai depender da clientela, mas ter que garimpar download é muito anos 2000.

Voltando ao assunto, ouvi o som dos caras e definitivamente gostei. Sem exageros e sem depreciações. Gostei da simplicidade do Rock que se propõe a fazer, principalmente por me lembrar umas bandas de Stoner e similares que admiro muito, por conta desses riffs oriundos do Desert Rock. Bandas como Kamchatka, The Bad Light (que também é um duo guitarra e bateria), até mesmo o Kyuss, no riff introdutório de Volta pro Sul, terceira faixa do EP, buscam bastante esses elementos que, pra mim, são muito interessantes, por mero gosto pessoal. Mas é claro que eu posso estar falando um monte de bosta aqui e que não tenha nada a ver e, além disso, é bom frisar que não gosto nem acho bacana ficar comparando as bandas. Foi só um elogio, haja vista que gosto das bandas citadas acima.

Os caras lançaram um EP, chamado Pt. 1, bem curtinho, dá uns quinze minutinhos de áudio só, mas que já prospecta algo de muito bom por vir. Particularmente, me sinto muito feliz em ver os camaradas indo pra frente com suas bandas, seja lá como for, aos trancos e barrancos, ensaiando de madrugada, tendo que carregar as coisas em carro pequeno... Só pra ressaltar, nem conheço os manos do Dum Brothers, mas fico feliz por eles mesmo assim. Posso dizer que sou e sempre serei um entusiasta do Rock. Onde houver uma banda vou aplaudir, mesmo que seja o único a fazer isso.

Pois bem, recomendo muito o som dos caras e aguardo o melhor pra eles, novos singles, EPs, Full Lenghts e tudo mais que puder vir. Tudo de melhor para o estúdio Antonio's também e que continue com essa pegada, dando força aos juvenis e varonis do rock.

Mete play na tecnologia, chapa!

Steven Wilson: EP de "sobras" com cara e qualidade de disco completo

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 11:07

0

Steven Wilson é o grande embaixador do Rock Progressivo nos tempos atuais; o cara é multi-instrumentista, produtor e colabora constantemente com os grandes nomes do gênero como King Crimson, Jethro Tull, Marillion, Yes e Anathema. Este mini album é intitulado porque indica que é um meio termo, um caminho, entre o seu quarto disco solo, Hand. Cannot. Erase. (2015) e o seu próximo e quinto álbum completo de estúdio.

61xEuokJStL._SL1001_

As 6 faixas aqui presentes foram coletadas de sobras de gravações de seus últimos dois álbuns de estúdios, o supracitado de 2015 e o clássico The Raven That Refused To Sing (And Other Stories) (2013).
My Book of Regrets é um épico de quase 10 minutos ao melhor estilo Steven Wilson: a gente nem sente passar. Só curte cada segundo da canção com o imenso feeling que o cara consegue colocar em cada nota. Year of the Plague é um lindo tema instrumental comandado por um dedilhado hipnótico que te leva junto até o fim.

Happiness III é uma das melhores e conta com as ilustres presenças do baterista Marco Minnemann e do guitarrista Guthrie Govan, acompanhando o baixista Nick Beggs e Wilson, claro. Uma tema prog "pra cima", com uma leve veia pop que Steven Wilson sabe como poucos colocar em um gênero que é antítese do pop como é o rock progressivo.

Aliás, é importante destacar os músicos que acompanharam Steven ao longo daquele período e que marcam presença neste "mini disco": Adam Holzman tocou todo tipo de instrumentos "de teclas" no disco todo, como piano, rhoodes, minimoog, Hammond, etc; Dave Kilminster foi o guitarrista de algumas faixas; Nick Beggs tocou baixo no disco todo; Craig Blundell e Chad Weckerman se dividem na bateria, além da já citada faixa em que Minnemann aparece.

A parte final do álbum começa com Sunday Rain Sets In, outra instrumental que vai da sensibilidade ao peso e retorna com um final melancólico; Vermillioncore começa com um riff de baixo que serve de base para improvisações que culminam em um riff pesado que eleva o "espírito" da faixa até o final. Destaque para a pegada matadora do baterista Craig Blundell aqui.

A última faixa é uma releitura de Don't Hate Me de sua antiga banda, o Porcupine Tree, com a participação da cantora israelense Ninet Tayeb, que cantou brilhantemente e adicionou um sentimento extra nessa bela composição que certamente foi uma ótima esoclha para fechar o disco. Aliás, nessa faixa é importante também destacar as atuações de Blundell (novamente), Beggs,  Holzman e também de Theo Travis, um excepcional saxofonista, flautista e clarinetista, que tocou também em Sunday Rain Sets In também. Sensacional.

Steven Wilson é definitivamente "o cara" do rock progressivo da atual era e consegue fazer um "mini album" com sobras que tem qualidade para ser um dos grandes lançamentos de prog do ano.

9.5

Nordic Union - hard rock melódico de alta qualidade

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:31

0

O Nordic Union é a junção dos músicos Ronnie Atkins (vocal, Pretty Maids), Erik Martensson (guitarra, baixo, teclado, membro do W.E.T. e Eclipse) e Magnus Ulfstedt (bateria, também do Eclipse) para formarem uma banda de "melodic hard rock", mais conhecido como AOR.

O resultado está no debut lançado recentemente, intitulado apenas Nordic Union. O nome provavelmente vem do fato dos músicos serem divididos entre suecos e dinamarqueses.


NORDIC_UNION_COVER

A faixa de abertura, The War Has Begun, é uma das melhores; extremamente empolgante e no segundo refrão você já está cantando junto. A pegada se mantem em Hypocrisy e Wide Awake.

A bela balada Every Heartbeat dá uma acalmada nos ânimos. 21 Guns é ótima e é mais rockão, direta. Falling tem melodias açucaradas, prato cheio para os fãs do gênero, assim como Point of No Return, que apesar de tudo tem um riff mais heavy metal.

A principal característica deste disco é que ele não perde o ritmo em momento algum. Não tem uma sequência de faixas ruins e fracas que quebram o andamento. Se você for fã do gênero pode ouvir do começo ao fim. Prova disso é a última faixa, Go, que é uma das melhores de todo o trabalho.

Ótimo.

8.0

Foo Fighters: EP mostra que banda é a maior

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:01

0

Com certo atraso eu parei para ouvir o último EP lançado pelo Foo Fighters no fim de 2015, St. Cecilia, e após o término dos 18 minutos e 5 canções do disco o sentimento mais verdadeiro é o de "quero mais".
É um EP afirmativo, é como se a banda te falasse: "olha, estou colocando no mercado um EP com 5 faixas que vai te mostrar porque somos a maior banda de rock do mundo".

foo-fighters-saint-cecilia-ep-cover-art-500x500
O disco anterior da banda, Sonic Highways, havia sido, em certa maneira, mais experimental e St. Cecilia traz a banda a um rock básico mais direto e cru, mais porrada no ouvido e com uma qualidade indiscutível.

Se este disco for um indicativo de como será a sonoridade do próximo disco completo da banda, o caminho é bom.

A faixa que dá nome ao trabalho é um rock tradicional que mantém aquela veia pop dos caras; ótimas melodias de ponte e refrão.

Sean e Savior Breath tem a veia mais punk rock da banda, especialmente a segunda. Iron Rooster é a balada do álbum e tem a presença do guitarrista blueseiro Gary Clark Jr.

E a última é The Neverending Sigh, pesada e melódica, boas estrofes, bom refrão e um crescendo legal no final.

Dave Grohl é o cara. Pat Smear (guitarra), Taylor Hawkins (bateria), Nate Mendel (baixo) e Chris Shifflet (guitarra solo) formam o resto da banda.

Rami Jaffee gravou os teclados e Ben Kweller fez backing vocal na faixa-título.

O EP foi gravado no Hotel Saint Cecilia, em Austin no Texas.

9.5

Last in Line - antiga banda de Ronnie James Dio lança primeiro álbum

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 19:11

0

Em 1983, depois de já ter passado pelo Elf, Rainbow e Black Sabbath, Ronnis James Dio decidiu partir para a carreira solo e para isso juntou músicos de competência clara para tocar seus clássicos e novas composições: Vivan Campbell na guitarra, Jimmy Bain no baixo e Vinny Appice na bateria, a formação que gravou o debut Holy Diver (1983);  Claude Schnell entrou como tecladista para o álbum seguinte, The Last In Line (1984) e essa formação se manteve ainda em Sacred Heart (1985) The Dio E.P. (1986).
Aos poucos a formação da banda de Dio foi mudando e após a morte do vocalista, em 2010, os membros "originais" resolveram se juntar ao vocalista Andrew Freeman para tocar covers do Dio ao vivo sob o nome de Last in Line.
LAST IN LINE
Antes do lançamento do primeiro disco Heavy Crown, Schnell abandonou o grupo fazendo com que a formação "mais" original, a que gravou Holy Diver, é que entrasse em estúdio com a produção de Jeff Pilson (ex-baixista de Dio também). O futuro da banda ainda é incerto devido ao repentino falecimento de Jimmy Bain em meio à divulgação disco novo em uma turnê com o Def Leppard.
Musicalmente, Heavy Crown obviamente tenta resgatar aquela sonoridade clássica dos primeiros discos de Dio, e isso fica evidente em faixas como Devil In Me, com aqueles riffs característicos de Campbell. Martyr faz o papel daquelas composições mais rápidas à lá We Rock.
Algumas outras boas canções como I Am RevolutionStarmaker Orange Glow fazem o disco soar bom (apenas isso) de maneira geral; mas dada a expectativa criada em torno da ex-banda de Dio se reunir, acaba sendo um pouco decepcionante ao término das 12 faixas. Talvez se o disco fosse mais curto, com 8 ou 9 canções, a audição seria mais prazerosa.
6.0

Lugnet - Resenha do álbum "Lugnet"

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:40

0

Nas minhas pesquisas por bandas que ainda não conheço sempre que vejo que o grupo nasceu na Suécia eu já sei que as chances de me desagradar serão pequenas, independendo até do gênero. A Suécia tem uma cena forte de bandas de metal extremo melódicas e até mesmo de hard rock e melodic hard rock, porém o que o Lugnet pratica é um hard rock setentista, aquele som vintage que está em certa moda no meio do rock/heavy metal.
Formado por Roger Solander (vocais), Marcus Holten (guitarra), Fredrik Jansson (bateria), Lennart Zethzon (baixo) e Danne Jansson (guitarra), o Lugnet soltou o seu disco de estreia, autointitulado, e o disco é uma pedrada onde a banda toda mostra muito talento, tanto na execução como na composição.
lugnet
São 8 faixas pesadas que vão do hard rock básico e passam pelo blues, que é o mais próximo que tem de uma balada, como é o caso da linda Tears in the Sky. Os riffs rápidos de All The Way abrem o disco de forma impressionante; Sails lembra alguma coisa do Thin Lizzy (com mais peso). Em Veins os teclados pavimentam o terreno para uma das canções com mais feeling do álbum.
A segunda metade do trabalho tem a rápida It Ain't Easy, a roqueira Gypsy Dice (uma das melhores do disco), a pesadaça In the Still of the Water e o encerramento com a longa e viajante Into the Light, pouco mais de 10 minutos onde a banda passeia por um pouco de tudo que mostrou nas canções anteriores.

Excelente. 
8.5

De Wolff - outra banda que resgata o passado com brilhantismo

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 18:20

0

Recentemente escrevi sobre o disco novo da banda The Temperance Movement, White Bear, e comentei como é bom ver bandas como essa ou como o Black Keys, o Blues Pills ou o Vintage Caravan, que soam modernas e atuais e ao mesmo tempo prestam uma bela homenagem à sonoridade psicodélica dos anos 60.
E o grupo holandês DeWollf é mais uma grata surpresa nesse sentido. Eu não conhecia a banda e olhando em seu website vi que Roux-Ga-Roux já é o sétimo trabalho da banda, entre eps e discos ao vivo desde 2008, o que é um número considerável.
de
A mistura de psicodelia, blues, hard rock e timbres sessentistas/setentistas nunca vai soar de mais para este que vos escreve.
Eu não passei impune ao órgão de Baby's Got a Temper, à introdução suingada de What's the Measure of a Man, ao blues de Black Cat Woman ou ao simples e eficiente solo de Easy Money. E dá-lhe fuzz e blues!
Outros temas como Love Dimension ainda destacam-se pelos belos vocais de apoio ou pelos longos improvisos blueseiros como Tired of Loving You.
Se está na moda tentar resgatar o rock psicodélico dos anos 60, eu espero que seja uma moda dessas bem duradouras.
O DeWolff é formado por Pablo Van de Poel (vocal e guitarra), Luka Van de Poel (bateria) e Robin Piso (teclados, vocais).
Nota 8.5

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...