Por Carlos H. Silva
Quando Mike Portnoy (ex-Dream Theater, Adrenaline Mob, Flying Colors, Transatlantic) anunciou que estava trabalhando em um Power trio com o baixista Billy Sheehan (ex-David Lee Roth, Mr. Big) e John Sykes (ex-Blue Murder, Thin Lizzy), todo o mundo esperava que dali sairia algo realmente bom. Por problemas pessoais, Sykes abandonou o barco abrindo lugar para Ritchie Kotzen (ex-Poison, Mr. Big) assumir a guitarra e o vocal. O mundo não chegou a ouvir nem sequer um ensaio da formação com John Sykes, mas é difícil imaginar que supera o que ouvimos em The Winery Dogs, estréia autointitulada do Power-trio.
Quando Mike Portnoy (ex-Dream Theater, Adrenaline Mob, Flying Colors, Transatlantic) anunciou que estava trabalhando em um Power trio com o baixista Billy Sheehan (ex-David Lee Roth, Mr. Big) e John Sykes (ex-Blue Murder, Thin Lizzy), todo o mundo esperava que dali sairia algo realmente bom. Por problemas pessoais, Sykes abandonou o barco abrindo lugar para Ritchie Kotzen (ex-Poison, Mr. Big) assumir a guitarra e o vocal. O mundo não chegou a ouvir nem sequer um ensaio da formação com John Sykes, mas é difícil imaginar que supera o que ouvimos em The Winery Dogs, estréia autointitulada do Power-trio.
Em um hard
rock extremamente técnico e com um feeling incrível (fãs de Dr. Sin vão amar isso aqui), o trio passeia
por 13 faixas que nem de longe fazem o álbum ser longo ou cansativo (algo muito
comum hoje em dia em discos com mais de 10 faixas).
O primeiro
single, “Elevate”, abre o lançamento de
forma espetacular e é uma das melhores canções gravadas aqui. Tem um clima
zeppeliano nas estrofes e um refrão radiofônico. Outra que vai na mesma linha é
“Desire”, com o marcante som do baixo
de Sheehan sendo o alicerce da canção. A fantástica trinca de abertura fecha
com “We Are One” onde destacam-se as
famosas sincopadas de Mike Portnoy e mais um refrão que fica na cabeça – além de
uns riffs e fraseados à lá Eddie Van Halen.
Os caras
mostram que sabem também compor lindas baladas, a exemplo da belíssima “I’m no Angel” com seu emocionante e
hendrixniano riff. Que faixa! “You Saved
Me” também é bonita e tem tudo para ser um single de sucesso. “Regret”, com um órgão muito bem vindo, lembra um pouco as baladas da fase soul/funk do Deep Purple com Coverdale e Hughes.
Aliás, uma levada soul/funk também permeia por todo o álbum, tanto nas baladas quanto nas mais pesadas, característica do jeito maroto cheio de feeling de tocar que Kotzen imprimiu aos riffs, e obviamente à cozinha infernal que formam Sheehan e Portnoy - que, aliás, apesar de ser dito por aí que o baterista economiza no seu jeito de tocar e faz uma bateria mais simples aqui, não se engane: continua o mesmo Portnoy de sempre, só que tocando hard rock. Suas características mais famosas são usadas em abundância aqui, a diferença é que desta vez ele não está em uma banda de rock progressivo com longas canções e passagens instrumentais.
Como vocalista, Kotzen soa bastante parecido com Chris Cornell
(Soundgarden) em todas as faixas, exceto em “Criminal” onde o
vocalista parece emular David Coverdale de uma forma que Jorn Lande ficaria com
inveja.
Meu último
destaque fica para a “Six Feet Deeper”,
que tem uma participação incrível de Mike Portnoy. Aliás, falar dos músicos
aqui é, como dizem, chover no molhado. Os três são conhecidamente talentosos e não
precisam que ninguém lembre o leitor disso ao olhar os nomes, mas... que
performance absurda de Portnoy, Sheehan & Kotzen em The Winery Dogs!
Sheehan, Portnoy & Kotzen |
Facilmente
um dos discos do ano. E mais: já nasce como um dos grandes power-trios do rock.
Nota: 9.5
01 Elevate
02 Desire
03 We Ae One
04 I'm No angel
05 The Other Side
06 You Saved Me
07 Not Hopeless
08 One More Time
09 Damaged
10 Six Feet deeper
11 Criminal
12 The Dying
13 Regret
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