Filho de Sabbath, Sabbathzinho é.

Posted by João Carlos Martins | Posted in | Posted on 21:57

Apesar de ser um cara extremamente metódico, percebi a merda que fiz tarde demais. Gostaria de falar das bandas que listei como melhores de 2013 de acordo com suas classificações, contudo me esqueci disso e não segui a ordem. Então já que já passou, vamos fora de ordem mesmo. A que iremos receber na caverna hoje, foi a de maior destaque dentre os dez que mencionei, definitivamente tornou-se um clássico na história do Rock 'n' Roll pesado, barbado e malvado. Sabemos que todos que por aqui já passaram são filhos de Sabbath, entretanto esses aqui são de uma proximidade um pouco maior, afinal intitulam-se por um nome de uma das faixas de um de seus discos. A banda de agora é ORCHID!
E o Line up da banda fica assim, da esquerda para a direita: Keith Nickel (Baixo), Mark Thomas Baker (Guitarra e Sintetizadores), Theo Mindell (Vocal e Percussão) e Carter Kennedy (Bateria).


Recentemente os californianos lançaram seu segundo full lenght, o estrondoso  The Mouths of Madness, que apesar de ter sido lançado em 2013, parece que voltaram no tempo e fizeram um som total dos anos setenta. Foi muito bem acolhido pela crítica, e não é preciso dizer que os fãs também gostaram à vera do trabalho. Evidentemente a banda inspirou-se naquele excepcional quarteto vindo de Birmingham, algo que evidencia isso é o nome que escolheram para a banda, pois trata-se de uma canção do lendário Master of Reality (MOR doravante), a capa do disco é essa que vê acima, lembra um pouco MOR, né? O peso do som é o mesmo, alguns riffs, diria que muito similares, sem contar aquele chiadinho gostoso que só um 12 polegadas é capaz de nos mostrar. Então para abrir paulêramente esse post, vamos com a dona do negócio, Mouths of Madness!

  
                           
 
Uma coisa que já estou para falar há tempos, caso você curta um Rock pesado, mas está sem muita inspiração para caçar bandas novas, ou não sabe mesmo, procure pela gravadora desses caras, a Nuclear Blast. Parece ser meio idiota isso que estou dizendo, porém eu conheci uma porrada de banda legal assim, e outra só para ter o exemplo, uma gravadora que (só) trabalhou e trabalha com, Meshuggah, Kreator e Destruction, só pode fazer coisa boa.

Dando continuidade, Marching Dogs of War, tem todo aquele clima, pelo menos no início, da canção Black Sabbath (Black Sabbath) mesclada com Iron Man (Paranoid). Barulhos que lembram chuva, seguidos do bum forte, contudo muda um pouco quando entra o riff, extremamente pesado sendo acompanhado pelo baixo que faz sua linha de forma excepicional. Canção linda, próxima!
Temos agora, aquela que considero a melhor do disco, quiçá a melhor de 2013, a faixa Silent One. É totalmente um tributo às duas músicas mais malvadas da face da Terra, que são Lord of this Wolrd e Into the Void (MOR), evidentemente do Sabbath, evidentemente do MOR. Confesso que eu não consigo identificar exatamente qual das duas foi a mais influente, mas sem dúvidas ambas estiveram presentes na hora da composição. Confere aí meu rei e minha rainha!

                          

Logo em seguida a canção Nomad toma conta do estúdio, com um parada meio Wheels of Confusion (Vol. 4), embora não de forma tão assídua, é outra que vale muito a pena conferir. Outro ponto a se ressaltar é a qualidade vocal de Theo Mindell, poucos atualmente atingem um nível próximo ao do rapaz, além de ter uma fortíssima presença de palco
A bela Mountain of Steel entra em cena logo após a quarta faixa, mas não tem um impacto tão granda a que está por vir. Leaving at all Behind, é, de fato, a tentativa de reviver MOR. Quem já o ouviu uma vez pode confirmar o que está sendo dito, é impressionantemente idêntico o início dessa canção, pois lembra, por demais After Forever (MOR).

 
                         

Não sei o que a maioria pode pensar, afinal a introdução é muito parecido com o de Tony Iommi, muitos podem caracterizar isso como um plágio. Particularmente, considero uma homenagem, sem querer colocar na frente miha admiração pela banda, na verdade penso que qualquer um que queira fazer algo dentro das variantes do Heavy Metal, deve se espelhar em Black Sabbath, e fazer no mínimo um cover. Nesse caso o Orchid fez um pouco mais, mas...
Outra das que mais me chamou atenção, foi Loving Hand of God, muito pelo dedilhado no baixo que a inicia, sem contar o vocal rasgado e com um pouco de efeito. O choro da guitarra que se intercala no final de cada estrofe, da um romantismo ainda maior. Uma beleza!
Wizard of War  é outra que merece atenção especial, já que assim como a de abertura, conta com um vídeo clipe oficial, exclusivamente de Rock, ou seja, nada mais que a banda mandando ver num galpão. O que chama mesmo os olhos, é a performance da equipe, que, por mais redundante que eu pareça... lembram muito o Sabbath, principalmente o vocalista e o baixista Keith, em estilos similares a Ozzy e Geezer. Veja agora!


                      
 

E encerrando, sem que pudessemos imaginar de forma contrária, com chave de ouro, See You on the Other Side é a canção. Talvez a mais animada e acelerada de todo o trabalho, inegavelmente outra propensa ao cargo de hit.



Tracklist:

1.     Mouths Of Madness    
2.     Marching Dogs Of War    
3.     Silent One    
4.     Nomad    
5.     Mountains Of Steel    
6.     Leaving It All Behind    
7.     Loving Hand Of God    
8.     Wizard Of War    
9.     See You On The Other Side





Nota 10!


 Observações:

  • Mark Thomas Baker, foi guitarrista de uma banda de Trash Metal chamada Rabid, contudo sem nenhum sucesso, pois tiveram apenas duas demos divulgadas nos anos de 1984 e 1986, a primeira sem nome, a segunda nomeada Led to the Gallows, é o único registro de uma Era pré-Orchid;
 
  • Black Sabbath é a maior influenciadora de bandas da história do Metal, esse monte de referências que forma citadas acima, caso queria pode clicar aqui e ler um pouco a respeito dessa monstruosa banda; 

  • Ainda em 2013 lançaram uma esécie de Greatest Hits, na verdade um, compilado de seu primeiro EP, Through the Devil's Doorway (2009) mais o primeiro compacto Capricorn (2011). Exatamente as mesmas canções, outro que vale a pena ter, afinal é sempre bom levar dois pelo preço de um;

  • Muitos consideram uma banda de Doom, mas prefiro enquadrá-los em Rock Pesado, o famoso, clássico e tradicional Heavy Metal, embora algumas de suas canções sejam numa métrica bem similar ao gênero inicialmente citado.


















Comments (0)

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...