Heavy Metal 70's: 14 discos especiais

Posted by TRMB | Posted in | Posted on 12:15

Mais uma lista da semana aqui no TRMB, desta vez o tema será o heavy metal feito nos anos 70, um tema tão abrangente que dói o coração ter que deixar certas bandas e discos de fora. Um daqueles tópicos que nem 100 discos são suficientes, pois trata-se de uma época em que o heavy metal e o hard rock ainda não eram duas coisas diferentes, como conseguimos diferenciar hoje em dia. Veja abaixo o que cada um de nós escolheu - e sintam-se à vontade para postar suas listas (ou nos xingar) nos comentários!



Black Sabbath - Black Sabbath (1970)





Falar em heavy metal e anos 70 na mesma frase e não citar o debut do Black Sabbath é, bem... até dá, mas em algum momento você tem que citar quem começou tudo. Não existe antes do Black Sabbath. Tiveram bandas que cantavam sobre “o cara lá de baixo”, bandas que tocavam forte, pesado, mas quem levou isso a um outro nível e criou um gênero completamente novo e por conseqüência uma infinidade de subgêneros foi o Black Sabbath com o álbum Black Sabbath, lançado em uma sexta-feira 13 de fevereiro de 1970. Sei que os anos que fecham com 0 ainda são considerados da década anterior, mas não tem jeito. Este é O disco quando falamos de heavy metal e anos 70. Dos sinos e sinistros da canção Black Sabbath até a tradicional Wicked World, ouvimos os caras passearem pelo blues e pelo experimental com muito peso e atitude. Até hoje imagino as pessoas ouvindo este disco pela primeira vez no início dos anos 70 e não consigo imaginar nada que veio depois, em qualquer gênero, que tenha tido o mesmo impacto. (Carlos H. Silva)


Rising - Rainbow (1976)


Rising do Rainbow, esta verdadeira preciosidade de 1976 é daqueles discos que em apenas 6 faixas traz toda a sonoridade que satisfaz nossos sentidos ávidos em ouvir um bom som. O vocal irretocável do grande Ronnie James Dio e os riffs magistrais de Ritchie Blackmore, mais uma vez ele, nos brindam a cada faixa, do início ao fim. Isso sem esquecer da  performance mais do que especial do gênio Cozy Powell com a sua excitante pegada na batera. Não posso deixar de citar a monstruosa Stargazer, grande destaque do disco. (Rose Gomes)


Return to Fantasy - Uriah Heep (1975)





Uriah Heep, para mim é uma das bandas que fundamentou, ao lado de Black Sabbath, Deep Purple, U.F.O., entre outras, isso que hoje em dia chamamos de Heavy Metal. Consigo ver nesse álbum vários elementos que foram e continuam sendo usados por bandas como Helloween e Iron Maiden por exemplo. Claro que são estilos completamente diferentes os vistos atualmente, pode-se até imaginar o que se passa pela cabeça de alguém que os escuta pela primeira vez sem um prévio aviso. A canção que abre o compilado, Return to Fantasy, considero um dos maiores ícones do Metal, sem contar Devil's Daughter, Why Did You Go e a alucinante Showdown. (João C. Martins)


Sad Wings of Destiny - Judas Priest (1976)



O Judas tem uma discografia muito sólida nos 70, principalmente do segundo álbum em diante, que é exatamente o Sad WIngs of Destiny, onde já podemos notar todas as características que os tornaram famosos: os riffs sagazes e faiscantes, as guitarras gêmeas, a cozinha sólida e forte e, é claro, os vocais bem acima da média de Rob Halford, um dos grandes nomes de toda a história do instrumento (afinal, cordas vocais precisam estar afinadas...). Clássicos que são obrigatórios nos set lists até hoje são deste álbum: a épica Victim of Changes, que abre o trabalho, a desafiadora The Ripper e as tradicionais Genocide e Epitaph. (João C. Martins)



Deep Purple In Rock - Deep Purple (1970)


In Rock é sem dúvida um dos discos mais pesados e impactantes que o Purple fez e o primeiro a mostrar que a banda já sabia o caminho que iria seguir. Ritchie Blackmore mostra seus solos e riffs espetaculares (coisa que logo na primeira faixa, Speed King, você nota claramente na senhora introdução). Jon Lord, um dos melhores tecladistas que uma banda pôde ter, juntamente com Ian Paice nas viradas infernais e Roger Glover em seu baixo viajante nos brindam com as excelentes faixas Flight of the Rat, Into the Fire e Hard Lovin´Man, isso sem falar na classicaça Child in Time que traz o vocal grandioso de Ian Gillan. (Rose Gomes)



Paranoid - Black Sabbath (1970)




Black Sabbath é uma banda capaz de estar em quase, se não em todas, as listas do que quer que você imagine. Escolhi Paranoid, pois ele contém dois dos maiores hinos da história do metal, que são nada mais que Iron Man e a própria Paranoid, e embora ele não seja tão tinhoso como o debut dos caras, o peso inconfundível ali se fez presente. Evidentemente não se encontra essa característica apenas nas anteriormente citadas, mas também em War Pigs, que é pura revolta, Eletric Funeral que é um clássico sem dúvida e, a minha favorita nesse play, Hand of Doom. (João C. Martins)

Paranoid é simplesmente um dos discos mais importantes do Black Sabbath e sem dúvida do heavy metal, considerado um álbum altamente influente e essencial para qualquer um que queira “adentrar” nesta vertente. O disco é recheado de grandes clássicos e já abre com a porrada War Pigs, seguida de outro grande hino, Paranoid. Os riffs únicos de Iron Man também marcam presença neste trabalho que traz ainda toda a distorção de  Electric Funeral e as peripécias únicas do mestre Iommi em Fairies Wear Boots. (Rose Gomes)


Overkill - Motörhead (1979)


Apesar de Lemmy Kilmister sempre dizer que o Motörhead é uma banda de rock n’ roll, ninguém consegue desvincular a banda do heavy metal devido a sua tamanha influência e sonoridade. Dos bumbos duplos de Phil ‘Animal’ Tayloer, passando pela guitarra blueseada de ‘Fast’ Eddie Clark e chegando até o baixo gordo e vocal zangado de Lemmy, Overkill é, como todo álbum da banda, um cruzado de direita na sua cara. Porrada atrás de porrada. E tem Overkill, Stay Clean, No Class, Damage Case... (Carlos H. Silva)



Lucifer's Friend - Lucifer's Friend (1970)




Talvez o Lucifer´s Friend não tenha sido uma banda que alcançou a notoriedade como grandes nomes do heavy metal, mas sem dúvida este é um dos grupos precursores do movimento que já em seu trabalho de estreia, o autointitulado álbum de 1970, apresenta um heavy metal de excelente qualidade, ficando no mesmo nível de um Sabath ou Purple. Considero este disco muito mais heavy metal do que todos os discos do Led Zeppelin (banda que muitos dizem iniciar o metal junto com outros grupos já citados e coisa que não consigo concordar) e considero as faixas Ride in the Sky, Keep Goin´, Baby You're A Liar e Lucifer's Friend como as melhores deste álbum que traz como forte destaque a técnica de Dieter Horns no baixo, as viradas de Joachim Rietenbach na batera e os vocais esgarniçados e potentes de John Lawton. (Rose Gomes)



Burn - Deep Purple (1974)



Como já deu pra perceber, sou muito mais um Heavy festeiro do que extremo, gosto dessa parada mais grooveada, se assim posso dizer, e gostando disso Burn não poderia ficar de fora de jeito nenhum. Além de ser um excelente álbum contou com a estreia de dois rapazes, que não sei se eram bons, me responda você, os nomes eram (apenas), David Coverdale e Glenn Hughes, que como diria um amigo: "O melhor backing vocal do mundo, depois do Don Brewer", deixe-se claro que era muito mais que um mero vocal de apoio, exemplo disso é a que da nome ao disco, onde há uma divisão nas responsabilidades, assim como em (minha favorita) Sail Away e também e empolgante Lay Down, Stay Down. (João C. Martins)



Montrose - Montrose (1973)


Um dos álbuns mais pesados daquele início de década, Montrose, autointitulado disco da banda liderada por Ronnie Montrose e que tinha como vocalista Sammy Hagar, é impecável do início ao fim. Os riffs pesadaços e densos de Rock Candy, a sujeira de Rock the Nation e a atitude de canções como Bad Motor Scooter Space Station #5 fazem deste álbum um clássico do heavy metal dos anos 70. Pouco mais de 30 minutos de uma porradaria impecável. (Carlos H. Silva)



Lonesome Crow - Scorpions (1972)



Neste disco  o Scorpions aparece bem mais pesado e até mesmo sombrio, focando no heavy metal com pitadas progressivas e psicodélicas. Muitas faixas remetem a Sabbath, Zeppelin e até mesmo Coven, bandas do cenário musical daquela época. Nem sombra do hard farofa dos anos 90 e It All Depends é prova disso. Inheritance, a faixa mais obscura é uma das grandes canções do disco. Além dos efeitos medonhos, a dupla Michael Schenker e Lothar Heimberg  mostra que sabe muito bem o que está fazendo.(Rose Gomes)



On Stage - Rainbow (1977)


Elejo este, entre tantos dessa magnifica banda, unicamente por se tratar de um disco ao vivo, e que só é possível identificar isso devido aos gritos da plateia a cada fim de faixa, afinal esses caras eram deslumbrantes tanto em estúdio quanto a céu aberto. Ele é um set list formado a partir de canções tanto de discos já lançados, como os que viriam a ser, além de um cover da anterior banda de Blackmore, diga-se de passagem, canção essa que faz parte do álbum que citei do Purple, que é Mistreated. Nele o ritmo não cai em nenhum segundo, mesmo na balada antes citada, ou na cadenciada Catch the Rainbow, contudo não se pode negar que o povo ficou doido mesmo com Kill the King e na que a sucede Man on the Silver Mountain (HEY). (João C. Martins)


Kiss - Kiss (1974)


Nos anos 70 os conceitos de “heavy metal” e “hard rock” como existem hoje era pura bobagem. Hoje nós conseguimos dizer, principalmente a partir das bandas dos anos 80, o que é heavy metal e o que é hard rock. Mas lá atrás, depois do Black Sabbath, todo mundo que tocava pesado e alto fazia parte da mesma cena, era tudo “heavy metal” ou tudo “hard rock”. É por isso que fazer uma lista de heavy metal dos anos 70 passa necessariamente pelas bandas de hard rock. E o Kiss é uma dessas bandas, e o seu debut de 1974 foi um dos grandes álbuns daquela década. Quer coisa mais heavy metal que os solos de Ace em 100,000 Years ou os riffs de Black Diamond? Como trata-se de Kiss, obviamente que temos as festivas Strutter e Deuce para animar qualquer lugar. Tem até guitarra dobrada em Love Theme From Kiss... (Carlos H. Silva)


Rocka Rolla - Judas Priest (1974)




Este álbum do Judas Priest é um dos que mais gosto, muito por conta desse baixão constante ditando as regras do jogo. A guitarra que cantarola por aqui e acolá, cheia de riffs e solos, mas quem está no comando é o gravezão do baixo. Além disso a performance dos caras era sensacional, Rob Halford ainda fazia uso de longas madeixas, sem contar os trejeitos referindo-se a Robert Plant. A faixa título do full lenght é incrível, porém chamo a atenção para a qualidade de, uma bem conhecida também,  Never Satisfied. (João C. Martins)

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