Resenha, Placebo em Loud Like Love Tour.

Posted by João Carlos Martins | Posted in , | Posted on 11:29

Nesta última segunda-feira, 14, a banda britânica, Placebo, veio ao Brasil, para turnê de divulgação de seu, ótimo, último disco, chamado Loud Like Love. E um dos integrantes do #TRMB esteve lá para acompanhar tudo e contar para você.

Por João C. Martins

Antes que os britânicos subissem ao palco, como abertura do espetáculo, tivemos a ilustre presença de Iggor Cavalera e sua trupe, mas se pensa que se trata de uma reunião do Sepultura, ou o Cavalera Conspiracy, muito se engana, o projeto, do baterista, que esteve lá foi o Mixhell, onde seu foco é música, ainda, pesada e eletrônica. Iggor, não poderia ser diferente, assume as baquetas, sua esposa nas pickups (Laima Leyton) e um baixista da peso a todo o resto (Max Blum). Eles são muito bons, fazem algo bem profissional e é muito diferente daquilo que temos em nossas mentes preconceituosas quando ouvimos a expressão, “Música eletrônica”. Outro adendo é que o show de abertura foi uma surpresa, já que em nenhum lugar havia sido mencionado que lá estariam, contudo como a casa fora aberta às 20:00 e o início era previsto para às 21:30, meio que, obviamente, teria um show antes da atração principal. Vieram com um setlist pesado, porém bem curto, pois devido a alguns atrasos a banda não teve muito tempo para se apresentar, embora o que tenham demonstraram em cima do palco, animou os que não conheciam e reafirmou sua qualidade para aqueles que já conheciam.

Antes de falar do show principal, vamos falar um pouco da banda. Placebo, que se intitula uma banda britânica, mas na verdade tem um belga, um sueco e um americano como integrantes, lançou em 2013 o álbum Loud Like Love, que para os fãs era tão aguardado, mas que numa primeira audição não trouxe as melhores boas vindas que poderia. Digo isso de forma muito paralela, pois não conheço muito além dos dois últimos discos, sendo esse citado e o de 2009 Battle for the Sun, entretanto minha namorada (Michelly), que esteve comigo no show, é uma grande conhecedora da discografia dos rapazes, e pôde dizer com propriedade que o mais recente trabalho fugiu um pouco, pode-se dizer que, da raia.

Muitos podem ter inúmeros preconceitos, pelo fato da banda, notadamente, atingir, em grande maioria, um público homossexual, o que é um fato, também porque os integrantes se autodenominam gays, porém quando se fala de música isso pouco importa, pois se isso necessitasse de valorização, coitado do Rob Halford, ou do Fred Mercury, até mesmo do Pat Smear.

Suas composições são de letras extremamente fortes, seus riffs marcantes, sem contar o ponto forte do grupo, que é seu vocalista, detentor de uma potência vocal ímpar, além de seu timbre de singularidade absurda. Num contexto geral, eles são, sim! Um grupo de Rock ‘n’ Roll, e fazem por onde serem chamados assim.

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Da esquerda para a direita: Brian Molko (Guitarra e Vocal), Stefan Olsdal (Baixista e Tecladista) e Steve Forrest (Baterista e Backing Vocal).

Como já dito por duas vezes, a turnê é referente ao álbum Loud Like Love (2013)

Cover

Embora não se esperasse algo muito diferente, o fato de a apresentação estar cheia de canções do novo álbum, deixou de empolgar aqueles mais vanguardistas, que esperavam faixas dos que se tornaram clássicos no acervo do conjunto, como Black Market Music (2000) ou Meds (2006). Isso ficou, ainda mais, claro quando eles viraram o disco e passaram a tocar suas mais antigas, onde a gritaria era geral, pulos e cantorias efusivas do público, contagiavam até aqueles que menos conheciam suas letras. O show teve vinte e duas canções, e se pensarmos que apenas sete faixas eram do último disco, não poderíamos dizer que estava realmente, repleto, de músicas do último compilado, mas quando sabemos que o compacto conta com apenas dez tracks, fica fácil entender porque foi dito que a performance teve, em sua maioria, faixas do mais recente trabalho.

Um dos poucos pontos negativos que há de ser ressaltado no evento, foi que atrasaram um bocado para subir ao palco. O início estava previsto para 21:30, contudo quando começaram já passava das 22:00.

Colocando na balança, o show teve mais prós que contras, e caso esteja triste por ter perdido, não se preocupe eles prometeram voltar ano que vem.

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Setlist:

B3

For What It's Worth

Loud Like Love

Twenty Years

Every You Every Me

Too Many Friends

Scene of the Crime

A Million Little Pieces

Speak In Tongues

Rob the Bank

Purify

Space Monkey

Blind

Exit Wounds

Meds

Song to Say Goodbye

Special K

The Bitter End

Encore:

Teenage Angst

Running Up That Hill (Kate Bush cover)

Post Blue

Infra-red

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