Clutch, mais de duas décadas ensinando Rock n’ Roll!

Posted by João Carlos Martins | Posted in , | Posted on 11:57

Começo o texto de hoje (15/11/14) dizendo que estou muito triste, pois uma das bandas que mais respeito no mundo do Stoner, e do Rock n' Roll em geral, o Black Tusk, perdeu seu baixista, Jonathan Athon, que pelas informações, se envolveu num acidente de trânsito. Um jeito muito ingrato para se passar pra outra vida. Uma pena não ter falado deles antes.

Descanse em paz.

Por João C. Martins

Salve salve rapaziada! Como devem ter notado, ou não, a Caverna do John se mudou para os sábados por motivo de força maior. Espero que isso não seja um problema, pois realmente gosto muito de escrever nesse lugar e é o único dia que tenho disponível para tal. Espero que em algum determinado momento da vida, possa voltar às minhas boas e velhas quintas-feiras.

O mundo do Stoner, definitivamente é recheado de bandas incríveis, que mesclam os mais variados sons em meio a uma sujeira incontrolável, distinguindo-se de maneira incontestável dos gêneros que existiam naquela que surgiram. Dentre as bandas que sempre cito em minhas publicações, você pode encontrar o Kyuss, o Dozer, o Corrosion of Conformity, o Fu Manchu... majoritariamente seguindo essa ordem, entretanto parei para pensar dia desses e disse a mim mesmo: Poxa! Você nunca falou do Clutch... E você pode até se preguntar, “Que diabos é um Clutch?”, que eu nem vou ficar bravo. Definitivamente, a banda está longe de ser a mais conhecida no mundo do Rock, o que já faz você pressupor que ela seja boa, afinal de contas a maioria das coisas que não ouvimos falar é que prestam. Evidentemente fazem um Stoner de altíssima qualidade e, provavelmente, é mais influente do que todas essas que citei há pouco. Claro que pode ser um pouco de exagero, mas o estilo incomum dos caras realça, sem qualquer ressalva, isso que estou dizendo. Outra questão que cabe ressaltar é o fato deles estarem na ativa desde 1990, já terem lançado mais de quinze (15) álbuns, somando os EPs e os discos ao vivo, diga-se de passagem, e terem mantido, durante todo esse tempo, a mesma formação desde o início. Sem dúvida, trata-se de uma banda de Rock, e não só isso, também trata-se de uma banda exemplo a ser seguido.

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Da esquerda para a direita: Jean-Paul Gaster (Bateria), Tim Sult (Guitarra), Dan Maines (Baixo) e Neil Fallon (Vocal).

Em 2013, eles lançaram o álbum Earth Rocker, que fiz questão de pagar (caro) para te-lo em mãos. Evidentemente já esperava algo muito bom, contudo superou as minhas expectativas, e é dele que vamos falar hoje.

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Como bom adepto do RAP que fui durante minha adolescência, encontro no Clutch muita similaridade a esse estilo, principalmente no jeitão único que Neil encontrou para cantar, além das músicas contarem com um baixão e uma bateria, que são marcadíssimos, dando um peso quadrado ao som.

Sei que quando ouvir esse disco na íntegra, você pode até pensar que estou falando besteira, visto que esse tem uma cara bastante Rock n' Roll, mas se quiser constatar o que estou dizendo, procure pelo terceiro álbum deles, que foi nomeado Clutch e lançado em 1995. Agora, se quiser esperar que eu escreva sobre ele aqui também, tudo bem!

Para te descansar um pouco e parar com a ladainha, fique aí com a faixa número um desse álbum, que, como não poderia ser diferente, carrega o nome dele. Earth Rocker!

Uma versão ao vivo que não deixa absolutamente nada a desejar à versão de estúdio.

O disco inteiro trabalha com riffs que ficam na sua cabeça por dias, sem contar as interjeições malucas do vocalista.

Uma grande pena ter passado despercebido pela minha lista de melhores de 2013, mas pena ainda maior é saber que uma banda desse porte, jamais terá o reconhecimento devido e, além disso, saber que a molecada de amanhã apenas ouvirá aquilo que a molecada de hoje ouve. Embora haja quem diga que gosto não se discute, eu discuto e digo com toda a certeza, a meninada de hoje gosta de porcaria e, infelizmente, continuará sendo assim.

Como exemplo, quanto aos riffs marcantes, tenho como exemplo a Mr. Freedom, canção de número três nesse compacto. Confere aí.

Bateria agressiva, baixo pesado, guitarra virtuosa e vocal equilibrado. Isso é o que eu chamo de Rock n' Roll!

Track list:

1 – Earth Rocker

2 – Crucial Velocity

3 – Mr. Freedom

4 – D.C. Sound Attack

5 - Unto the Breach

6 – Gone Cold

7 – The Face

8 – Book, Saddle, & Go

9 – Cyborg Bette

10 – Oh, Isabella

11 – The Wolf Man Kindly Requests...

Ah! Vale lembrar que eles lançaram uma versão Deluxe desse álbum, que conta com duas faixas bônus, sendo elas Scavengers e Night Hag.

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